


| O EFEITO PLACEBO |
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| Escrito por Vincenzo Guidetti - Federica Galli | |||
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INTRODUÇÃO Placebo pode ser definido como qualquer terapia prescrita intencionalmente ou não por um terapeuta ou utilizada por um leigo, por seu efeito terapêutico em um sintoma ou doença, podendo, na verdade, ser ineficiente ou não especificamente eficiente para o sintoma ou distúrbio em questão (1). O efeito placebo “per se” evidencia a influência recíproca entre mente e cérebro. O fenômeno doloroso não encontra-se apenas relacionado às transmissões química e neural, o desejo pelo alívio da dor e a expectativa, como também os fatores cultural e individual, são componentes diretos da dor e da redução da dor. O papel primordial do médico não é o de diagnosticar e tratar a doença do paciente, tratando o corpo e excluindo a mente da pessoa que está vivenciando a doença (2). A perspectiva dualista mostra traços do dualismo Cartesiano: o ser humano consiste de duas substâncias incompatíveis, res cogitans e res extensa, a mente e o corpo, que são completamente separados e distintos. Esse ponto de vista está se esgotando porque corpo e mente, biologia e psicologia, natureza e cultura não são pontos de vista alternativos. Mente e corpo estão integrados pelos circuitos neural e bioquímico, indo de um para o outro, e vice-versa. Um completo entendimento do cérebro humano requer uma perspectiva integrada, na qual mente e corpo (reciprocamente relacionados) interagem completamente com o ambiente físico e social (3). No entanto, algumas questões permanecem não resolvidas: como os processos biológicos do cérebro dão origem aos eventos mentais e como, por sua vez, os fatores sociais modulam a estrutura biológica do cérebro? Em que grau esse processo biológico é determinado por fatores genéticos e de desenvolvimento? Em que grau isso encontra-se ambientalmente e socialmente determinado (4)? Todos os processos mentais são biológicos e, portanto, qualquer alteração nesses processos é necessariamente orgânica. Aprendizado e experiência têm um papel crítico na regulação da expressão genética. Cada gene possui uma dupla função: de formatação, que garante a fidelidade da replicação, e de transcrição que é responsável pelos fatores ambientais (4). O conhecimento do papel e mecanismos da resposta do placebo pode melhorar a implementação de experimentos e nosso conhecimento na área de cefaléia. Clique no link ao lado e baixe o conteúdo completo para o seu computador
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Dr. Wilson Farias da Silva Prof. Titular e Docente Livre de Neurologia da UFPE
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