


| CEFALÉIAS SECUNDÁRIAS NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA |
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| Escrito por Deusvenir de Souza Carvalho | |||
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INTRODUÇÃO Cefaléia ou dor de cabeça se constitui num sintoma. Não perdendo de vista esse horizonte, pode-se encontrar dois grandes grupos onde ele aparece: o grupo das cefaléias primárias e o grupo das cefaléias secundárias ou sintomáticas. Conceituando esses grupos, as cefaléias primárias são aquelas onde o sintoma “cefaléia” é o principal na doença ou síndrome e no caso das secundárias ou sintomáticas, a doença ou síndrome é outra, onde uma das manifestações é o sintoma “cefaléia”. A mundialmente muito bem aceita Classificação Internacional das Cefaléias (ICHD-I), proposta em 1988 pelo Comitê de Classificação das Cefaléias da Sociedade Internacional de Cefaléia (1) e revisada como ICHD-II em 2004 (2) enumera as cefaléias primárias nos itens de 1 a 4 e as cefaléias secundárias ou sintomáticas, aqui abordadas, nos de 5 a 12, as neuralgias no item 13, restando o item 14 para as cefaléias não classificáveis. Essa classificação é aqui utilizada, embora os seus critérios fiquem comprometidos pela falta de sensibilidade ao processo de crescimento, desenvolvimento e maturação na infância e adolescência. As subdivisões de cada um dos itens são apresentadas no texto, na medida da necessidade. Ao critério da revisão e experiência do autor são consideradas as principais cefaléias secundárias ou sintomáticas para a infância e adolescência. As cefaléias secundárias ou sintomáticas levantam uma questão intrigante sobre o processo que faz com que se assemelhem clinicamente com uma cefaléia primária. Por outro lado, o estudo dessas cefaléias secundárias pode ajudar a entender a fisiopatologia e etiopatogenia das primárias (3). Não se pretende aqui, aprofundar nos quadros específicos, sendo suficiente enfocar os diagnósticos a partir do sintoma cefaléia. A busca por atendimento médico para cefaléia que aparece na minoridade, seja primária ou secundária, está mais ligada à preocupação dos pais em relação a doenças neurológicas graves como meningite e tumor cerebral e com o prognóstico, do que para o alívio do sintoma (4). Cefaléia é um sintoma comum e cerca de dois terços ou mais das crianças, relatam sua ocorrência no último ano, sendo que em um terço chega a interferir nas atividades normais e nessas o mais provável diagnóstico é a enxaqueca (5, 6). No atendimento de emergência hospitalar não se observa crianças com queixa única de cefaléia, tratar-se de quadro de meningite ou tumor cerebral (7), numa série de 800 crianças ambulatoriais com cefaléia, 3 (0,375%) tiveram causa neurológica significante e 1 (0,125%) teve o diagnóstico inesperado de tumor cerebral (8). Por outro lado, menos de 1% das crianças com cefaléia e tumor cerebral não têm outro sintoma e mais da metade das crianças com cefaléia e tumor cerebral têm 5 ou mais déficits neurológicos (9). Mesmo quando a queixa principal é a dor de cabeça e o exame clínico e neurológico resultem normais, ainda é espantoso o número de crianças e adolescentes que procuram o neurologista ou o especialista em cefaléia, somente depois do otorrinolaringologista e/ou do oftalmologista (4, 10, 11, 12, 13, 14). A queixa de cefaléia certamente é feita, tanto por crianças, adolescentes, adultos e idosos, aos generalistas e à maioria, se não a todos os especialistas. No entanto, um levantamento do ensino médico na Europa mostrou que, durante toda a graduação de até 8 anos, o aluno de medicina recebe informação sobre dor de cabeça, durante uma hora (15). Após 10 anos, certamente isso está mudado. Clique no link ao lado e baixe o conteúdo completo para o seu computador
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MANUAL PRÁTICO PARA DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DAS CEFALÉIAS
CEFALÉIAS PRIMÁRIAS: TEORIA E PRÁTICA
Dr. Wilson Farias da Silva Prof. Titular e Docente Livre de Neurologia da UFPE
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