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INTRODUÇÃO E-mail
Escrito por Marco A. Arruda   

A cefaléia na infância é um sintoma de elevada prevalência, amplo espectro de causas e dificuldades diagnósticas específicas.

Em um estudo de prevalência conduzido por Bille (1962) na cidade de Uppsala (Suécia), uma referência clássica da literatura, vemos a comprovação de parte desta assertiva. Entrevistando 8.993 escolares com idade entre sete e 15 anos, o autor obteve o relato de ao menos um episódio de cefaléia em 40% das crianças aos sete e em 75% dos adolescentes aos 15 anos de idade (1).

 

 

Sillanpää (1976), estudando 4825 crianças com sete anos de idade que iniciavam o curso primário nas cidades de Turku e Tampere (Finlândia), obteve resultados semelhantes: 37,7% delas já haviam se queixado de cefaléia ao menos uma vez em suas vidas e 2,7% apresentavam a migrânea como causa da cefaléia. Ao reavaliar estas crianças aos 14 anos de idade encontrou uma prevalência de cefaléia em 69% delas e de migrânea em 10,6% (2).

Outros estudos epidemiológicos realizados com crianças e adolescentes revelam taxas de prevalência de cefaléia nos últimos 12 meses que variam de 40,7% a 82,9% (3, 4, 5, 6).

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