


| Tratamento das crises |
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| Escrito por Administrator | ||||||
| Sáb, 21 de Março de 2009 01:32 | ||||||
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As crises podem ser classificadas, conforme o grau de comprometimento das atividades cotidianas, em leves, moderadas e fortes. As crises leves muitas vazes respondem às medidas simples como repouso, sono etc. Já as crises moderadas e intensas devem receber tratamento medicamentoso.
Evidentemente, uma crise leve pode transformar em moderada ou intensa. Com o desenvolvimento de novas drogas, mais eficazes e com efeitos colaterais de menor intensidade, as drogas a serem utilizadas na crise passaram a ser escolhidas de acordo com a intensidade da dor, o grau de disfunção e os sintomas associados. Pode ser necessária a administração de drogas mais eficazes já no início da crise para os casos de maior intensidade. Dessa forma pode-se evitar o risco de insucesso, tornando as desistências menos freqüentes e aumentando-se a aderência dos pacientes ao tratamento. Drogas específicas As drogas específicas atuam como agonistas serotoninérgicos determinando a constrição dos vasos cranianos, além de inibir a liberação de substâncias envolvidas no mecanismo da dor. Ergotamina e diidroergotamina A ergotamina vem sendo usada há mais de 50 anos e foi o primeiro medicamento específico para o tratamento das crises de enxaqueca. No Brasil, é comercializada mais freqüentemente, em associações com cafeína e analgésicos. Seu efeito terapêutico deve-se, em parte, à sua capacidade de contrair os vasos. O uso excessivo de ergotamina pode causar náuseas, vômitos, mal estar, cefaléia, constrição dos vasos periféricos e efeitos mais graves como isquemia das extremidades. A intoxicação pela ergotamina é denominada ergotismo. A auto-medicação com a ergotamina pode ocasionar graves problemas, motivo pelo qual seu uso deve ser orientado por médico. A ergotamina não deve ser utilizada em pacientes com insuficiência vascular periférica arterial ou venosa, doença cardíaca isquêmica, doença cerebrovascular, infecção sistêmica e hipertensão arterial sem controle efetivo. Triptanos Os triptanos são uma classe de medicamento específica para o tratamento da crise de enxaqueca. O efeito terapêutico desses medicamentos deve-se à sua ação agonista sobre os receptores de serotonina 5HT1B e 5HT1D, o que leva à constrição dos vasos cranianos e à inibição da inflamação neurogênica que ocorre na enxaqueca. Devido à especificidade sobre os receptores 5HT1B e 5HT1D, esses compostos apresentam um perfil de tolerabilidade superior ao da ergotamina. Sumatriptano Foi o primeiro triptano do mercado e significou um grande avanço no tratamento das crises de enxaqueca. É uma droga eficaz e com início de ação rápido. A maior limitação do sumatriptano parece ser o índice de recorrência da dor de cabeça da enxaqueca no mesmo dia, da ordem de até 40%, segundo alguns autores. O medicamento, como todos os demais triptanos, é contra-indicado nos pacientes com hipertensão arterial não controlada e naqueles com doença cardíaca isquêmica, devido à sua ação vasoconstritora. Alguns pacientes apresentam desconforto torácico após utilizarem o sumatriptano o que, em indivíduos sadios, não está relacionado com isquemia cardíaca. Outros efeitos adversos são: dormências e formigamentos, sensações de calor e frio na cabeça, no pescoço, no tórax e nas extremidades, vertigem e rubor (vermelhidão). Novos triptanos Uma nova geração de drogas específicas para enxaqueca surgiu logo após o sumatriptano. Até o momento o zolmitriptano, o rizatriptano e o naratriptano são os principais representantes desse segmento. O zolmitriptano e o naratriptano podem ser administrados a indivíduos que estejam usando propranolol, pizotifeno ou outras drogas empregadas na profilaxia da enxaqueca, já o rizatriptano deve ser administrado com cautela em pessoas usando propranolol. As contra-indicações são as mesmas do sumatriptano.
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| Última atualização em Sáb, 21 de Março de 2009 22:21 |
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Dr. Wilson Farias da Silva Prof. Titular e Docente Livre de Neurologia da UFPE
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